sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Estudo mostra que crianças pobres que fazem tudo certo não se dão melhor na vida do que crianças ricas que fazem tudo errado

https://catracalivre.com.br/geral/educacao-3/indicacao/estudo-mostra-que-criancas-pobres-que-fazem-tudo-certo-nao-se-dao-melhor-na-vida-do-que-criancas-ricas-que-fazem-tudo-errado/

http://www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2014/10/18/poor-kids-who-do-everything-right-dont-do-better-than-rich-kids-who-do-everything-wrong/?TID+SM_FB

http://www.bostonfed.org/inequality2014/papers/reeves-sawhill.pdf

Estudo mostra que crianças pobres que fazem tudo certo não se dão melhor na vida do que crianças ricas que fazem tudo errado

Redação em 

Alguns fatores explicam que a desigualdade tende a se perpetuar ao longo da vida, mas o melhor remédio ainda é estudar – e nós te ajudamos a fazer isso

Os Estados Unidos são conhecidos como a “Terra da Oportunidade”. Os americanos acreditam que qualquer um que trabalhe duro pode se dar bem na vida. Mas alguns estudos recentes feitos por economistas mostram que não é bem assim.
Segundo pesquisas dos economistas Greg Duncan e Richard Murnane, a desigualdade começa no berço. Isso porque pais ricos podem gastar mais tempo e dinheiro com seus filhos – pais mais ricos conversam com seus filhos três horas a mais por semana, em média, do que os pais mais pobres, o que é crítico durante formativos primeiros anos de uma criança.
O resultado disso é que mesmo as crianças pobres que fazem tudo certo não conseguem se sair muito melhor do que as crianças ricas que fazem tudo errado. Vantagens e desvantagens, em outras palavras, tendem a se perpetuar. Quem afirma isso é o artigo que Richard Reeves e Isabel Sawhill apresentaram na conferência anual do Federal Reserve Bank of Boston.
reprodução washington post
reprodução washington post
O gráfico separa dois grupos (jovens ricos que abandonaram a escola e jovens pobres que se formaram na universidade) e mostra onde eles se localizam dentro das divisões de renda (20% mais ricos, 20% mais pobres, etc.) aos 40 anos de idade.
Para ilustrar isso, eles criaram o gráfico acima, que mostra como os ricos que abandonaram a escola permanecem no topo da cadeia financeira na mesma medida em que pobres com diploma universitário ficam presos na parte inferior – 14% contra 16%, respectivamente.
Estudar é preciso
Apesar disso, todos confirmam que estudar ainda é o melhor caminho – para todos. Por isso, selecionamos algumas das dicas que publicamos em nossa editoria de Webeducação. Confira abaixo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Jovem com 'síndrome da Bela Adormecida' dorme 22 h por dia

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/10/jovem-com-sindrome-da-bela-adormecida-dorme-22-h-por-dia.html

22/10/2014 07h34 - Atualizado em 22/10/2014 07h34

Jovem com 'síndrome da Bela Adormecida' dorme 22 h por dia

Síndrome rara causa mudanças de comportamento e leva pacientes a estado onírico, agir de maneira infantil e comer compulsivamente.

Bronwyn JonesDa BBC News
Beth Goodier, britânica que sofre da síndrome de Kleine-Levin (SKL), também conhecida como a síndrome da Bela Adormecida (Foto: Reprodução/BBC)Beth Goodier, britânica que sofre da síndrome de Kleine-Levin (SKL), também conhecida como a síndrome da Bela Adormecida (Foto: Reprodução/BBC)
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Enquanto muitos de nós sonham com algumas horas extras de sono, para uma adolescente britânica essa ideia é motivo para pesadelos.
Durante os surtos da síndrome extremamente rara de que ela sofre - que podem durar semanas - Beth Goodier se mantém acordada por apenas algumas horas por dia.
A jovem de 20 anos, de Stockport, perto de Manchester, sofre da Síndrome de Kleine-Levin (SKL), também conhecida como a "síndrome da Bela Adormecida".
A condição afeta apenas 40 pessoas no Reino Unido, a maioria deles, meninos adolescentes. No mundo, os casos conhecidos somam em torno de mil.
Apesar do nome evocativo do conto de fadas, Beth disse ao programa de TV Inside Out, transmitido pela BBC na noite da segunda-feira, que viver com a síndrome é um fardo.
"Não é nada bonito, não é nada romântico, é horrível", afirmou.
Comportamento infantil
Os especialistas ainda não sabem apontar exatamente as causas da síndrome de Kleine-Levin, cujos sintomas tendem a aparecer na adolescência. No caso de Beth, aos 16 anos de idade.
Além dos episódios de sono prolongado, a condição tipicamente causa mudanças de comportamento e leva os pacientes a um estado quase onírico, agindo de maneira infantil e comendo compulsivamente.
A doença desaparece depois de dez a 15 anos. Mas durante esse período a vida tende a avançar lentamente para os que sofrem da síndrome, enquanto segue normalmente para todos os outros ao seu redor. O resultado pode ser uma forte sensação de isolamento.
Nos momentos em que está bem e ativa, Beth procura se ocupar blogando sobre a SKL e expressando-se em vídeos postados no YouTube. "Quero poder fazer algo produtivo nos momentos em que estou bem", disse a jovem. "Quero ser produtiva para a sociedade".
Beth depende quase inteiramente da mãe, Janine, que abandonou o trabalho para cuidar da filha. Ela explica que os períodos de sono prolongado são apenas uma parte do problema. Quando está desperta neste período, a filha se comporta como uma criança e permanece confusa em relação ao que é sonho e o que é realidade.
"Quando ela está acordada, o que faz na verdade é ficar na cama ou no sofá", conta. "Ela assiste às mesmas coisas na TV repetidas vezes, porque gosta da previsibilidade."
Mãe e filha tentam aproveitar cada oportunidade entre os surtos da síndrome para fazer coisas juntas. "Quando ela está bem, nunca discutimos o que vamos fazer na semana que vem", diz Janine. "Fazemos agora porque pode ser o único momento que conseguimos."
Por causa da síndrome, Beth não foi à universidade nem tem condições de sair da casa da mãe.
"Estou em uma idade em que adoraria sair de casa, porque estou pronta", conta. "Mas não posso, porque preciso do acompanhamento da minha mãe para os períodos em que estou doente. É muito frustrante."
Condição 'devastadora'
O especialista em neurologia Guy Leschziner, que acompanha Beth no Guy's Hospital, em Londres, diz que a síndrome é uma condição "devastadora" para jovens que já estão vulneráveis na época da vida em que aparecem os primeiros sintomas.
"Eles estão em um ponto crucial da sua educação, da sua vida social, da sua vida familiar e da sua vida profissional", observa Leschziner. "É uma condição muito, muito devastadora nesse sentido, porque é imprevisível."
Segundo a organização KLS Support UK – que desde 2011 dá apoio aos portadores da síndrome, e leva em seu nome a sigla da síndrome em inglês – muitas vezes o diagnóstico da doença é retardado pela falta de conhecimento geral da população, e mesmo da classe médica, sobre o problema.
Beth espera que, falando sobre a sua própria condição, possa elevar a conscientização geral, ajudar os afetados e apoiar a pesquisa médica para entender melhor as causas e o tratamento da condição.

Estudo aponta eficácia do canabidiol em pacientes com mal de Parkinson

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2014/10/estudo-aponta-eficacia-do-canabidiol-em-pacientes-com-mal-de-parkinson.html

21/10/2014 07h00 - Atualizado em 21/10/2014 07h00

Estudo aponta eficácia do canabidiol em pacientes com mal de Parkinson

Pesquisa constatou ausência de efeitos colaterais após uso da substância.
Descoberta abre nova possibilidade terapêutica, diz coordenador.

Taiga CazarineDo G1 Ribeirão e Franca
Canabidiol pode ser a droga ideal para tratamentos neurológicos (Foto: Taiga Cazarine/G1)Canabidiol pode ser a droga ideal para tratamentos neurológicos (Foto: Taiga Cazarine/G1)


















Uma pesquisa recente sobre o uso medicinal do canabidiol (CDB) mostrou que essa substância extraída da maconha pode ser eficaz no tratamento de pacientes com mal de Parkinson.  Segundo o professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), um dos coordenadores do estudo, pela primeira vez, o grupo de voluntários que ingeriu cápsulas contendo canabidiol apresentou melhoras na qualidade de vida e no bem-estar.
O estudo foi publicado em outubro na revista "Journal of Psycopharmacology", da Associação Britânica de Farmacologia.
O CDB é uma substância canabinoide existente na folha da Cannabis sativa - a maconha - que, de acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência. O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, pode ter ação ansiolítica (que diminui a ansiedade), antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antiepilética e agir nos distúrbios do sono. “Queríamos ver o efeito do canabidiol nos sintomas motores, por isso realizamos um ensaio clínico com pacientes com Parkinson”, explica Crippa.
O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que provoca tremores nas extremidades do corpo. Geralmente, 50% dos pacientes desenvolvem quadros de alteração cognitiva. “A pessoa altera a memória, a atenção, sofre efeitos de alteração motora na marcha, no equilíbrio. Além disso, 80% de pacientes com a doença adquirem depressão e transtorno comportamental de sono”, diz Crippa.
Durante seis semanas, a equipe monitorou 21 pacientes com Parkinson, divididos em três grupos - o primeiro recebeu 300 mg de canabidiol ao dia, o segundo 75 mg e o terceiro placebo (sem nenhum princípio ativo). Para que não houvesse influência psicológica e sim um efeito farmacológico eficaz, nem os pacientes, nem mesmo os médicos tinham conhecimento sobre quem estava tomando qual cápsula.
Um terceiro integrante da pesquisa numerou as substâncias e os dados foram cruzados apenas no final, quando foi constatada melhora no quadro dos pacientes que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg, e ainda melhor na dose de 300 mg. “O mais importante é que o medicamento não apresenta efeito colateral, ao contrário dos já utilizados”, afirma Crippa.
Conforme o professor explica, as drogas atualmente usadas no tratamento da doença causam efeitos colaterais negativos, como a chamada discinesia tardia, que são movimentos repetitivos involuntários de extremidades, e movimentos da língua e mordidas nos lábios, além de sintomas psicóticos, como escutar vozes, ter delírios e mania de perseguição.
De acordo com o pesquisador, a descoberta abre uma nova possibilidade terapêutica para o mal de Parkinson, especialmente em casos refratários e mais graves, como quando a doença se manifesta na juventude, com a tendência de progredir de forma rápida e severa. “O canabidiol tem se mostrado eficiente para todas essas comorbidades. Seria a droga ideal”, afirma o pesquisador.
Viabilização
Segundo Crippa, o canabidiol deve ser regulamentado muito em breve e provavelmente até o final deste mês o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) irão classificá-lo.
O professor acha importante ressaltar que o canabidiol não é maconha, é apenas uma substância presente na planta. Ele afirma que para evitar qualquer tipo de equívoco a respeito de sua aplicação um site sobre o assunto será lançado em breve. “Não existe maconha medicinal e sim substâncias medicinais. A maconha fumada invariavelmente traz danos à saúde. O uso crônico, principalmente de adolescentes, causa danos cerebrais e aumentam em 370% a chance de desenvolver esquizofrenia”, alerta.

domingo, 19 de outubro de 2014

Substância derivada de planta trata dependência, diz estudo da Unifesp

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/10/substancia-derivada-de-planta-trata-dependencia-diz-estudo-da-unifesp.html

17/10/2014 06h00 - Atualizado em 17/10/2014 06h00

Substância derivada de planta trata dependência, diz estudo da Unifesp

Pesquisa com ibogaína avaliou 75 usuários drogas como cocaína e crack.
Parcela dos que continuavam longe das drogas depois de 1 ano foi de 72%.

Do G1, em São Paulo
Planta 'Tabernanthe iboga', de onde é extraída a substância ibogaína (Foto: en:User:CiXeL/Wikimedia Commons )Planta 'Tabernanthe iboga', de onde é extraída a
ibogaína (Foto: User:CiXeL/Wikimedia Commons )
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprovou a eficácia do uso de uma substância derivada de planta, a ibogaína, no tratamento da dependência química. A equipe, liderada pelo psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, testou a estratégia em 75 pacientes com dependência química que, além de receberem a substância, também se submeteram a sessões de psicoterapia. Ao final de um ano, 72% permaneciam longe das drogas.
O estudo foi publicado no fim de setembro na revista britânica “Journal of Psychopharmacology”.
A ibogaína é derivada da raiz da planta iboga, nativa do Gabão, na África. De acordo com o médico Bruno Rasmussen Chaves, um dos autores do estudo, a substância estimula a produção do hormônio GDNF, que por sua vez estimula as conexões entre os neurônios e promove um equilíbrio dos neurotransmissores.
“O uso de drogas altera o funcionamento dessas conexões entre os neurônios, as sinapses, desequilibrando as proporções entre os neurotransmissores. A ibogaína coloca o cérebro do paciente em um estado muito semelhante de equilíbrio e funcionamento de quando nasceu. Ele volta a ter o mesmo padrão que tinha antes das drogas”, diz.
Segundo o especialista, esse reequilíbrio promove um bem-estar físico e mental, que leva o paciente a ficar mais consciente de si mesmo. Esse processo facilita o trabalho do terapeuta e faz com que o paciente tenha maior aderência à terapia. Para obter esse efeito, a recomendação é que o paciente receba uma dose única da substância.
Entenda o estudo
O estudo foi feito com 75 usuários de drogas que consumiam principalmente cocaína e crack, mas alguns usavam também álcool e maconha.
Ao todo, havia 8 mulheres e 64 homens. A princípio, eles foram submetidos a um tempo variável de psicoterapia e a exames para verificar se seu organismo estava com condições propícias para receber o medicamento à base de ibogaína. “Encaramos esse tratamento como uma pequena cirurgia. É uma coisas simples, mas não se pode fazer em uma pessoa com diabetes desequilibrada ou pressão descontrolada”, diz Chaves.
Para receber o medicamento, por via oral, eles ficaram internados por um período de 24 a 48 horas. “Nesse período, eles ficam deitados sob o efeito da medicação. Há algumas reações como tontura, náusea, vômito, tremor e um estado de confusão mental. Nesse momento, o paciente fica em um estado intermediário entre vigília e sonho”, explica Chaves.
Depois do período de internação, os pacientes iam para casa e ficavam em acompanhamento psicológico e psiquiátrico por tempo variável. Depois de um ano, 72% dos pacientes estavam abstinentes. Entre as mulheres, o índice de sucesso foi de 100% e, entre os homemns, foi de 55%.
“Isso não quer dizer que a estratégia seja muito melhor em mulheres do que homens. O grupo de mulheres era muito pequeno e, por uma coincidência feliz, todas se desenvolveram muito bem. Mas mesmo entre os homens, o índice de sucesso ainda foi 5 vezes maior do que o tratamento tradicional, só com psicoterapia”, diz o médico.
Ele observa que não é um tratamento para qualquer um, “mas para pacientes muito graves, que não responderam a outros tratamentos anteriormente e já passaram por inúmeras internações”.  Segundo ele, não há risco de a ibogaína promover dependência, pois ela não tem potencial recreativo: a experiência de consumi-la é extremamente desconfortável.
O medicamento usado no estudo é produzido no Canadá, onde a ibogaína é aprovada e usada em tratamentos contra dependência química. No Brasil, não há uma regra que regulamente a substância, mas, caso ela seja receitada por um médico, pode ser importada.

Fidel oferece ajuda aos Estados Unidos para combater o ebola

http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2014/10/fidel-oferece-ajuda-aos-estados-unidos-para-combater-o-ebola.html

18/10/2014 17h54 - Atualizado em 18/10/2014 17h54

Fidel oferece ajuda aos Estados Unidos para combater o ebola

Em artigo para o jornal oficial, ex-presidente cubano diz que Cuba quer auxiliar no combate ao vírus e e evitar que ele se propague pela a América Latina.

Da BBC
Fidel Castro (Foto: AP)













O ex-presidente cubano Fidel Castro ofereceu ajuda aos Estados Unidos para combater o ebola e evitar que a doença se propague pela a América Latina.
“Temos prazer em cooperar com os americanos nessa tarefa; e não na busca da paz entre dois Estados que têm sido adversários durante tantos anos, mas pela paz no mundo, um objetivo que podemos e devemos ter em mente”, disse Fidel em um artigo publicado neste sábado (18) no jornal oficial Granma .
No texto intitulado “A hora do dever”, ele afirma que ao cooperar com o país vizinho, com quem Cuba não tem relações diplomáticas desde 1961, se evita que o ebola se espalhe e protege a população de Cuba e de toda a América Latina.
Os Estados Unidos foram, depois da Espanha, o segundo país não-africano onde se registrou contágio da doença em seu próprio território.
Duas enfermeiras americanas foram contaminadas com o vírus ebola em um hospital do Texas, ao tratarem de um paciente que contraiu a doença na Libéria e acabou morrendo.
O ebola já matou mais de 4.500 pessoas, a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que haja, nesses três países, mais de 9 mil pessoas infectadas pelo vírus, que mata em 70% dos casos.
Elogios
Cuba já enviou mais de 160 médicos e enfermeiros à África ocidental para ajudar no combate à epidemia e já anunciou o enviou de mais profissionais à região – uma decisão elogiada pelo governo americano.
Na sexta-feira, em uma declaração inédita, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, reconheceu o papel de Cuba na luta global contra o ebola e pediu mais colaboração internacional.
“Cuba, um país de apenas 11 milhões de habitantes, já enviou 165 profissionais da área da saúde e está considerando enviar mais 300”, disse Kerry, dizendo que atos como esse eram “uma prova real de cidadania internacional”.
Em seu artigo, Fidel disse que a decisão de enviar os médicos e enfermeiros não foi fácil. “É inclusive mais difícil do que enviar soldados para combater e morrer por uma causa política justa”, disse o líder cubano sobre o perigo que correm esses profissionais de saúde.
Na segunda-feira, os noves países que compõem a Alba ((Aliança Bolivariana para os Povos da América), que inclui Cuba, Bolívia e Equador, vão se reunir em Hava para definer uma estratégia conjunta de prevenção e combate ao ebola.

sábado, 18 de outubro de 2014

Mulher usa traje caseiro ‘anti-ebola’ em aeroporto e vira piada nos EUA

http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2014/10/mulher-usa-traje-caseiro-anti-ebola-em-aeroporto-e-vira-piada-nos-eua.html

17/10/2014 17h55 - Atualizado em 17/10/2014 17h55

Mulher usa traje caseiro ‘anti-ebola’ em aeroporto e vira piada nos EUA

Passageira foi fotografada no Aeroporto Internacional de Dulles.
Voo de Thomas Eric Duncan, que morreu da doença, fez escala no local.

Do G1, em São Paulo
Passageira improvisa traje 'anti-ebola' em aeroporto dos EUA (Foto: Reprodução/Twitter/Joe Henchman)Passageira improvisa traje 'anti-ebola' em
aeroporto dos EUA (Foto: Reprodução/Twitter/Joe
Henchman)
Uma passageira fotografada no Aeroporto Internacional de Dulles, nos Estados Unidos, virou piada na internet graças ao seu improvisado traje “anti-ebola”. A mulher, não identificada, teve sua imagem divulgada pelo site do jornal “The Daily Center” na quarta-feira (15).

Sentada na área de embarque e lendo, ela aparece com um conjunto branco, de mangas compridas, coberto por uma espécie de macacão de plástico azul, mas com o rosto protegido apenas por uma máscara simples. Ela também veste luvas de borracha, mas deixa uma parte dos braços exposta.

Joe Henchman, que enviou a foto ao jornal, também a reproduziu em seu perfil no Twitter, com a legenda “Senhora simplesmente relaxando em Dulles com seu traje de proteção feito em casa”. Nos comentários do post, alguns questionam a exposição dos pulsos e outros brincam, perguntando se aquilo é uma capa de chuva, dizendo que irão copiar o traje em uma próxima viagem ou sugerindo o modelo como fantasia para o Halloween.

O aeroporto internacional de Dulles, próximo a Washington, foi ponto de escala de Thomas Eric Duncan, o liberiano que morreu no dia 8 de outubro, vítima do primeiro caso de ebola diagnosticado nos Estados Unidos. Agentes de saúde, no entanto, descartam qualquer risco de contaminação, já que ele não apresentava nenhum sintoma quando passou pelo local, vindo da Libéria e a caminho do Texas.

Cometa passará raspando por Marte neste domingo

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/10/cometa-passara-raspando-por-marte-neste-domingo.html

17/10/2014 20h55 - Atualizado em 17/10/2014 20h55

Cometa passará raspando por Marte neste domingo

Astro passará a distância que equivale a 1/3 do trajeto entre Terra e Lua.
Em Marte, sondas Curiosity e Opportunity apontarão câmeras para o céu.

Da France Presse
Ilustração mostra cometa 'Siding Spring' passando por Marte (Foto: AFP Photo/Nasa)Ilustração mostra cometa 'Siding Spring' passando por Marte
(Foto: AFP Photo/Nasa)















Um cometa está prestes a passar muito perto de Marte, em um encontro que acontece uma vez a cada um milhão de anos e que será abundantemente fotografado e documentado, informou a Nasa.
O cometa C/2013 A1, também chamado "Siding Spring", tem um núcleo de 1,6 km de diâmetro e é tão pouco sólido quanto um monte de talco.
O astro passará a toda velocidade a apenas 139,5 mil km do planeta vermelho. Se fosse passar tão perto do nosso planeta, a distância equivaleria a um terço daquela entre a Lua e a Terra.
"Siding Spring" passará pelo ponto mais próximo de Marte às 18h27 GMT (16h27 de Brasília) de domingo, 19 de outubro, informou a agência espacial americana.
Embora voe no espaço a uma velocidade vertiginosa de 202 mil km/h, o pequeno cometa tem poucas probabilidades de se chocar com a superfície marciana. Mas, de qualquer modo, os cientistas têm acompanhado com muito entusiasmo sua trajetória e seu rastro.
"Veremos meteoros na atmosfera de Marte? Os cometas são imprevisíveis", declarou Jim Green, diretor da divisão de ciências planetárias na sede da Nasa, em Washington. "Penso que é improvável que se destrua", explicou Green a jornalistas. "Mas nos interessa saber se manterá sua estrutura ou não", prosseguiu.
Imagem da Nasa mostra cometa Siding Spring capturada por câmera do Telescópio Espacial Hubble  (Foto: AP Photo/ESA/J.-Y. Li)Imagem da Nasa mostra cometa Siding Spring
capturada por câmera do Telescópio Espacial
Hubble (Foto: AP Photo/ESA/J.-Y. Li)
A Nasa pôs suas naves que orbitam Marte o mais distante possível do local por onde passará o Siding Spring, para evitar que sofram danos dos vestígios que o cometa soltar ao passar com toda a velocidade.
Embora as naves Mars Reconnaissance Orbiter, Mars Odyssey e MAVEN tenham sido reposicionadas para ficar a salvo da poeira estelar, espera-se que capturem um tesouro de dados sobre o cometa que fará a alegria dos cientistas.
Enquanto isso, em solo marciano, as sondas Curiosity e Opportunity apontarão suas câmeras para o céu avermelhado e enviarão à Terra fotos da passagem do cometa, que devem chegar nas próximas semanas ou meses.
O cometa foi descoberto por Robert McNaught no observatório australiano "Siding Spring", em janeiro de 2013.
Acredita-se que tenha se originado há 1 bilhão de anos na Nuvem de Oort, uma região distante no espaço, de onde partem cometas que "permanecem inalterados desde os primeiros dias do Sistema Solar", acrescentou a Nasa.
O cometa viajou mais de um milhão de anos para fazer esta primeira parada em Marte e só voltará dentro de outro milhão de anos, assim que completar uma volta ao redor do sol.